Tipos de Impressão Industrial
Os métodos de impressão atualmente mais importantes são:
TIPOGRAFIA  (não trabalhamos com esse tipo de impressão!)
Tipografia é o mais antigo dos métodos de impressão. Existem ainda em uso equipamentos tipográficos de todos os portes e velocidades. Este método presta-se para impressos comerciais, livros, jornais, embalagens e afins. A matriz é composta de pequenos tipos (carimbos reaproveitáveis com letras e símbolos diversos, que podem ser padrão ou feitos sob encomenda) colocados em uma grade que os mantém na ordem desejada. A manutenção dessa matriz montada não é economicamente viável, apesar de demandar elevada mão-de-obra para sua confecção, já que os mesmos  tipos podem constituir uma nova matriz e tem, unitariamente, um custo elevado. A característica desse método é uma impressão sem definição, um defeito que faz todas as letras e símbolos terem suas bordas irregulares, parecido (mas em menor escala) à um carimbo comum de escritório. Devido à pressão que a matriz faz sobre o papel e à necessidade de doses maciças de tinta, algumas vezes a impressão de um lado surge no verso. A tipografia vem sendo gradativamente substituída por métodos mais modernos e precisos, mas é ainda usada, por exemplo, para entradas de shows, pequenos jornais sem fotos, notas fiscais, numeração, corte e vinco (usando tipos especiais com lâminas),  etc. Mesmo em tiragens relativamente pequenas tem um custo unitário baixo, porém não permite desenhos detalhados ou impressões delicadas.

FLEXOGRAFIA  (não trabalhamos com esse tipo de impressão!)

Flexografia é uma forma de tipografia que usa uma grade flexível, ao invés de rígida, para poder imprimir em superfícies curvas. Nessa grade flexível são colocados tipos também flexíveis e assim pode-se imprimir, por exemplo, em latas de refrigerante, copos, bolsas e outros materiais flexíveis ou de formato não plano. É bom método para se imprimir grandes áreas de cor sólida em materiais não planos, em grande escala. As tintas são de secagem rápida, baseadas em água ou solvente sintético e podem ser aditivadas para se conseguir diferentes texturas, maior brilho, maior aderência, etc. Tem um custo relativamente alto para pequenas tiragens.

ROTOGRAVURA  (não trabalhamos com esse tipo de impressão!)
Enquanto a tipografia usa vários tipos com  caracteres e símbolos em alto relevo para montar a matriz de impressão, na rotogravura ocorre o oposto: Usam-se superfícies em baixo relevo para imprimir imagens complexas, coloridas ou não. Em termos gerais, cada matriz é formada por um único tipo que é feito artesanalmente, por profissionais altamente habilidosos, e consiste em um cilindro ou chapa com os desenhos feitos em áreas contínuas ou divididos em milhares de pontos individuais escavados um a um de forma à formarem uma imagem em negativo daquela que queremos imprimir. Chapas são usadas para impressão em folhas soltas e rolos para quando o equipamento opera com bobinas.
A superfície dessa matriz é então embebida em tinta e uma lâmina de alta precisão retira o excesso, deixando tinta apenas nos pontos de baixo relevo, que é transferida para o papel por impressão direta, com a matriz pressionando o papel contra si. Notas de dinheiro e selos postais são exemplos desse tipo de impressão. É necessária uma tiragem mínima muito mais elevada que os demais métodos para se conseguir um custo unitário viável, devido ao custo da matriz.

SILK-SCREEN  (não trabalhamos com esse tipo de impressão!)
Este método usa um matriz feita de material poroso ou finamente perfurado, tais como telas de nailon ou dacron, ou ainda de aço inox, montada em uma moldura rígida. Mecanicamente ou através de um processo de fotosensibilização, as áreas em branco da impressão tem os furos da matriz tapados, enquanto que nas áreas de impressão a matriz permanece com suas perfurações abertas. A impressão é feita colocando o papel ou outro substrato abaixo da matriz e forçando a passagem da tinta pelos seus pequenos furos com um tipo especial de rodo de borracha. A matriz é relativamente cara, porém pode ser reutilizada muitas vezes.
Versatilidade é a principal vantagem deste processo. Qualquer superfície pode ser impressa: madeira, vidro, metal, plástico, cortiça, etc., em qualquer formato, cor ou tamanho. Apesar disso, o silk-screen é usado predominantemente para camisetas, banners, materiais promocionais, painéis e cartões plásticos e cartões de visitas com impressão em relevo. O custo é alto para pequenas tiragens e a varia em proporção direta com a qualidade que se exige da impressão.

LITOGRAFIA  (não trabalhamos com esse tipo de impressão!)
Do grego Lithos (pedra), a litografia surgiu na pré-história, com desenhos feitos diretamente sobre a pedra das cavernas. Coube a Alois Senefelder, no ano de 1796, em Munique, o mérito de ter equacionado e sistematizado os princípios básicos da impressão em papel a partir da pedra e produtos químicos. Autor de teatro de sucesso discutível, foi  na procura de meios de impressão para seus textos e partituras, uma vez que não encontrava entusiasmo por parte dos editores, que acabou por inventar um processo químico revolucionário, que permitia uma impressão econômica e menos morosa que os procedimentos gráficos da época. A invenção abriu novos caminhos para a produção artística e também significou um enorme passo na evolução da impressão de caráter comercial.Mais tarde, Simon Schmidt, sacerdote e professor bávaro, fez experiências trabalhando com materiais gordurosos sobre a pedra-matriz, para produzir imagens de plantas, mapas, peças anatômicas, etc., que eram tratadas para papel com  água forte e impressas á mão.
Ainda hoje é utilizado com fins artesanais e artísticos.


OFF-SET  (SIM, trabalhamos com esse tipo de impressão!)
Atualmente é o mais popular dos processos de impressão. Em relação á matriz, o princípio do off-set difere dos outros processos gráficos convencionais: não há incisão, cortes ou relevos, mas  um método chamado "planográfico", onde a imagem e as áreas de não-impressão estão essencialmente em um mesmo plano da matriz, sendo esta atualmente feita com uma fina folha de alumínio, sendo que a distinção entre uma ou outra é feita quimicamente, por meio de uma emulsão fotosensível. São duas diferenças básicas entre a litografia e os outros métodos de impressão:1.- Ela é baseada em um princípio físico que não permite que a água e a tinta offset (que é oleosa) misturem-se; 2.- A tinta é transferida da matriz para um cilindro de borracha intermediário, e depois, desse cilindro para o papel.Na matriz de off-set, a imagem a ser impressa é feita repelente à água e receptiva à tinta, enquanto que as áreas em branco são, ao contrário, receptivas à água e repelentes à tinta. Essa matriz é então montada num rolo especial da impressora que, ao rodar, a coloca em contato sucessivo com rolos umedecidos com água e rolos umedecidos com tinta. A água adere às áreas que são receptivas à ela, ou seja, às áreas em branco, e previne que a tinta se fixe nessas áreas. A tinta, por sua vez, faz o mesmo nas áreas a serem impressas (e que são receptivas à ela). A imagem, já entintada, é transferida para um cilindro de borracha intermediário que a transfere para o papel, por pressão.A técnica de transferir a imagem da matriz para um cilindro de borracha intermediário antes de transferi-la para o papel é chamada de técnica offset. Tipografia, rotogravura e litogravura também podem operar pelo mesmo princípio.Entre as maiores vantagens da técnica de offset, podemos destacar a durabilidade da matriz, que não atrita diretamente com o papel,  e a possibilidade de poder imprimir em uma ampla variedade de superfícies absorventes de tinta, tanto lisas como rugosas, com um mínimo de pressão. Isso minora os problemas impressão com bordas irregulares e manchadas (diz-se "explodida") da tipografia e rotogravura comuns. Permite também um melhor controle da impressão em frente-e-verso, inclusive com equipamentos que imprimem as duas faces do papel simultaneamente. Essas características dão ótima relação custo/benefício às impressões off-set. Sendo a técnica de impressão mais difundida atualmente, existem equipamentos de todos os tamanhos e velocidades à disposição, apesar de terem um custo mais elevados que muitos dos outros tipos. Praticamente tudo que conhecemos como material impresso pode ser feito por este processo: Livros, catálogos, panfletos, cupons, embalagens, etc; Porém é necessária uma tiragem mínima relativamente elevada, comparada às técnicas digitais, para ser economicamente viável, devido ao custo da matriz (chapas e fotolitos) e às perdas iniciais para regulagem do equipamento, especialmente quando o serviço envolve várias camadas de cores.

DUPLICAÇÃO DIGITAL  (SIM, trabalhamos com esse tipo de impressão!)
A técnica de duplicação digital tem suas origens nos duplicadores "stencil" e mimeógrafos que eram, e ainda são, usados em muitas escolas pelo Brasil afora. Para os que não conheceram essas pequenas máquinas inventadas no início do século, fazia-se manualmente, ou com a ajuda de uma máquina de escrever, uma matriz em papel impermeável com perfurações que permitiam a passagem da tinta, normalmente a base de álcool. Estas máquinas ajudaram a alfabetizar a maioria da população mundial neste século!Colocava-se a matriz num pequeno cilindro poroso cheio de tinta e girava-se uma manivela que o punha a rodar. A força centrífuga impelia a tinta através da matriz e esta imprimia diretamente o papel. O custo é extremamente baixo, mas a impressão muitas vezes é até ilegível, sendo o processo muito trabalhoso e desgastante (especialmente para quem gira a manivela...).O mimeógrafo continuou praticamente o mesmo até a década de oitenta, quando surgiram máquinas computadorizadas que, utilizando o mesmo princípio básico, mantiveram o custo extremamente baixo do stencil mas com grande melhora na qualidade da impressão.Foi um ovo de colombo... Impressões de qualidade razoável, feitas rapidamente e a um custo baixo. Nesses equipamentos, um  scanner digitaliza o original impresso e grava uma matriz com pelo menos 300 dpi (pontos por polegada) em um papel especial, afixado automaticamente num cilindro pelo qual flui a tinta ,agora bombeada de forma constante por meios mecânicos, que imprime diretamente o papel. Circuitos digitais comandam a posição e qualidade da imagem, assim como o fluxo de tinta e a velocidade de impressão, que variam segundo a capacidade de absorção de tinta pelo papel, com o operador presente apenas para acompanhar o processo e intervir se necessário.Estas máquinas começaram a chegar ao Brasil no início da década de noventa.
O mercado típico para este tipo de impressão são panfletos, apostilas e demais impressos definidos como "traço e texto", assim chamados aqueles que não contenham meios-tons, pois o duplicador digital não tem boa performance quando imprimindo tons de cinza. Mas, infelizmente, estas cópias são vendidas como xerográficas, à preços baixíssimos, enganando os clientes incautos.


ELETROGRAFIA   (SIM, trabalhamos com esse tipo de impressão!)
A impressão xerográfica foi inventada na década de sessenta pelo fundador da Xerox Corp. (EUA) e usa tonner seco (líquido nas primeiras máquinas) pigmentado e eletricamente carregado (carga negativa) para imprimir em papel. O processo até os dias atuais é analógico, usando espelhos e lentes, mas rapidamente está sendo substituído por sistemas digitais, com leitura por elementos chamados "CCDs" (o mesmo tipo responsável pela captação de imagens nas câmeras das emissoras de TV) que transferem de forma digital, através de laser, a imagem para o cilindro, e depois deste para o papel.Outra vantagem dessa nova tecnologia é a sua conectividade com sistemas de computador, que permite uma transferência direta para a máquina copiadora, evitando a perda de qualidade oriunda da impressão do original e sua posterior leitura na máquina. Neste caso, chamamos o processo de Impressão Digital.Nas copiadoras xerográficas analógicas, o original impresso é iluminado por uma forte lâmpada e a luz refletida direcionada através de espelhos e lentes para um cilindro fotoimpressionável, que ioniza-se positivamente nas partes correspondentes às áreas a serem impressas. O tonner, que é negativo, adere ao cilindro nessas áreas e por transferência direta imprime o papel.   O papel impresso passa então por um forte e rápido aquecimento que funde o tonner, fazendo-o aderir ao papel e evitando que saia com a gordura presente nas mãos de quem o manipulará. As máquinas mais avançadas formam ainda um filme de silicone sobre a folha, de forma que a impressão ganha mais brilho e durabilidade.Desconfie de cópias xerográficas de custo muito barato: Normalmente são feitas em máquinas antigas, de tonner líquido, e além da baixa sensibilidade ao original (comparável às duplicadoras digitais) depois de algumas manipulações já estão ilegíveis.Outras diferenças entre as máquinas antigas e modernas dizem respeito à velocidade, "inteligência" (amplia, reduz, alceia, grampeia, faz frente e verso,etc.) e especialmente quanto à sensibilidade do cilindro fotoimpressionável. As mais modernas usam um cilindro de material orgânico, ao contrário das antigas que usam selênio, permitindo uma sensibilidade muitas vezes maior na leitura do original, reproduzindo mais fielmente fotos e degradês, apesar desse tipo de cilindro desgastar-se mais rapidamente. A impressão por xerografia permite um custo reduzido mesmo mesmo para tiragens de apenas uma impressão e vem de encontro com a tendência de impressão sob demanda, onde o cliente não precisa imprimir uma quantidade maior do que aquela realmente necessária no momento, somente porque uma quantidade menor acarretaria num custo unitário economicamente inviável, tal como ocorre com os processos tradicionais de impressão.

 | 04.2009 | Print | Voltar |